Fatos Da Vida: O quase furto

No dia 19 de agosto, eu fui quase furtado dentro de um ônibus próximo à Estação Iguatemi. Fui pegar o ônibus 1060 voltando para a Rua Direta quando passo pela catraca e vou para o corredor que dá pra as cadeiras do fundo do ônibus. Quando chego lá, fico encostado na proteção de vidro do corredor. De repente
sinto uma mão no bolso dianteiro da minha camisa. Eu protegi o bolso porque tenho alguns amigos que brincam comigo pondo a mão na minha camisa para pegar o que tem dentro (mania estranha, pelo menos vai servir para alguma coisa).

Num movimento involuntário, eu coloquei meu braço na entrada no bolso, impedindo o celular de sair de lá. E tive uma surpresa ao me virar para olhar quem foi. Era um rapaz, cabo-verde, cabelo crespo preto, olhos grandes, costeleta rala, vestido de uma camisa polo roxo quase escuro, por fora da calça jeans azul clara. Ele tentou furtar meu smartphone Lumia 520!

Todos que estavam ao redor ficaram surpresos, tipo quando brincamos de estátua. Ele tentou sair pela porta de entrada dos passageiros, mas a porta foi fechada antes, e ele deu de cara com a porta. Ele e eu ficamos nos olhando por alguns segundos (acho que foi 5 segundos), até que ele pula a catraca, corre pelo ônibus (lotado de pessoas em é) e sai pela porta dianteira. Isso aconteceu a alguns metros depois da estação. Quando ele saía, uma passageira gritou LADRÃO!! Porém ninguém tomou a iniciativa para pegá-lo, nem eu!

Após o fato, as resenhas começaram. A passageira que estava sentado próximo a mim, disse que ele havia tentado pegar meu celular antes, ainda quando passava pela catraca, mas uma passageira impediu involuntariamente. O casal que também estava no fundo achou que ele era algum conhecido meu, devido à desinibição dele ao tentar pegar meu Lumia.

Eu comentei com eles e a maioria concorda que existem dois destinos para pessoa como ele: a cadeia e o cemitério. Eu não desejaria que ele fosse para a cadeia porque lá é a universidade do crime. O criminoso entra lá como novato e sai de lá graduado em sequestro, assalto a mão armada, tráfico de drogas de primeiro e segundo grau, entra na irmandade do crime organizado. Ou seja, saí de lá pior do que entrou.

Eu vacilei por estar com o celular no bolso da camisa, ao invés no da calça. Devido a realidade que vivemos, eu estou errado e ele aproveitou a oportunidade. Eu não estou com raiva dele, pois ele não conseguiu levar meu aparelho, mas espero que o curso da vida de pessoas como ele cheguem logo e apresse-se muitíssimo. São os sinais dos últimos dias e devemos estar preparados para ele.

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